O Governo Federal lançou uma nova etapa do programa de renegociação de dívidas voltado ao campo, ampliando o alcance e os recursos disponíveis para produtores rurais em todo o país. Batizado de Desenrola Rural 2.0, o programa contará com um aporte de R$ 12 bilhões e promete descontos que podem chegar a até 96% para quitação de débitos.
A iniciativa tem como foco principal agricultores impactados por eventos climáticos adversos, como secas e enchentes, e busca reintegrar mais de 100 mil produtores ao sistema nacional de crédito. A medida é considerada estratégica para fortalecer a produção agrícola e garantir a continuidade das atividades no campo.
Entre os principais benefícios, está a possibilidade de pagamento à vista com altos descontos, além de condições facilitadas para quem optar pelo parcelamento. Nesses casos, as taxas de juros partem de 6% ao ano, com prazo de carência de até dois anos e tempo total para quitação que pode chegar a nove anos.
O programa também amplia o público atendido. Agora, além da agricultura familiar, médios e grandes produtores que sofreram prejuízos climáticos também podem aderir. Os limites variam de acordo com o perfil: até R$ 250 mil para agricultores familiares, R$ 1,5 milhão para médios produtores e até R$ 3 milhões para grandes produtores.
Estão incluídas na renegociação dívidas ligadas ao Pronaf, crédito rural, crédito instalação do Incra e débitos inscritos na dívida ativa da União.
Para aderir, o produtor precisa comprovar os prejuízos causados por eventos climáticos por meio de laudos técnicos e decretos oficiais de emergência. As negociações devem ser feitas diretamente com instituições financeiras credenciadas, com destaque para o Banco do Brasil. Já débitos com a União devem ser regularizados pelo portal oficial, enquanto questões ligadas ao Crédito Instalação devem ser tratadas junto ao INCRA.
A nova fase do programa reforça o compromisso do Governo Federal em oferecer suporte ao setor agropecuário, especialmente em um cenário de instabilidade climática, garantindo condições reais para recuperação econômica e continuidade da produção no campo.
Informações: Eduardo César de Sousa – Técnico em Agropecuária (COPASAT), para o CR News Maciço.
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