A proposta de mudança na jornada de trabalho no Brasil, que prevê a substituição da escala 6x1 pelo modelo 5x2, não assegura folgas fixas aos sábados e domingos. Embora o texto estabeleça dois dias de descanso semanal e reduza a carga horária de 44 para 40 horas, os dias de folga poderão ser definidos por meio de acordos coletivos entre empresas e trabalhadores.
Na prática, isso significa que o empregado poderá folgar em qualquer período da semana, conforme a necessidade de cada setor. Em segmentos que funcionam de forma contínua, como comércio, saúde, transporte, turismo e segurança, a tendência é a manutenção de escalas rotativas.
O projeto também prevê a preservação dos salários, mesmo com a redução da jornada semanal, além de ampliar o tempo de descanso dos trabalhadores. Outro ponto central da proposta é o fortalecimento das negociações entre sindicatos e empregadores, que terão papel decisivo na organização das novas escalas.
Especialistas avaliam que a medida representa avanço nas relações de trabalho e na qualidade de vida dos empregados, ao oferecer mais tempo para convivência familiar, lazer e cuidados com a saúde.
Apesar disso, o texto ainda precisa ser analisado e aprovado pelo Congresso Nacional antes de entrar em vigor. Mesmo que seja sancionada, a mudança não significará, necessariamente, expediente de segunda a sexta-feira, mas sim cinco dias de trabalho e dois de descanso, definidos conforme cada atividade econômica.
Matéria Claudio Ramos
Comentários
Postar um comentário