Ceará dispara nas exportações e cresce quase 50% em janeiro de 2026

 

Siderurgia lidera vendas externas, estado sobe ao 3º lugar no Nordeste e reduz déficit comercial.

As exportações do Ceará registraram um crescimento expressivo de 49,3% em janeiro de 2026, consolidando uma expansão de quase 50% em relação ao mesmo período do ano passado. No total, o estado exportou US$ 152,97 milhões, impulsionado principalmente pelo setor siderúrgico e pela diversificação de mercados internacionais.

Com esse desempenho, o Ceará subiu para a terceira posição entre os maiores exportadores do Nordeste, superando estados como Pernambuco e Rio Grande do Norte. Além disso, o início do ano também foi marcado por uma redução no déficit da balança comercial, sinalizando uma melhora no fluxo de comércio exterior.

Os dados fazem parte do estudo “Ceará em Comex”, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), que aponta uma tendência de crescimento e diversificação das exportações cearenses.

Siderurgia lidera exportações

O setor de ferro e aço foi o principal motor das exportações, respondendo por US$ 72,4 milhões do total exportado em janeiro. A forte demanda internacional por produtos siderúrgicos reforça o papel do Ceará como um polo industrial estratégico no Nordeste.

Mercados internacionais em expansão

Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino das exportações cearenses, absorvendo grande parte da produção de siderurgia e frutas.
O México se destacou com um crescimento de 1.455% nas compras, impulsionado pelo setor siderúrgico, enquanto a Coreia do Sul registrou aumento de 448,5%, consolidando-se entre os principais parceiros comerciais.

Na Europa, os Países Baixos (Holanda) seguem como a principal porta de entrada das frutas cearenses, especialmente melões, para o continente.

Agronegócio e indústria mantêm relevância

Além da siderurgia, outros setores tiveram desempenho significativo:

  • Fruticultura: O Ceará segue como o maior exportador de melões do Brasil, com destaque para melões e melancias destinados ao mercado europeu e britânico.

  • Calçados: O setor cresceu 14,5%, alcançando cerca de US$ 23,2 milhões, com destaque para o polo industrial de Sobral.

  • Pescados: As exportações de lagostas e peixes, como o pargo, seguem fortes, com demanda aquecida nos Estados Unidos e na Ásia.

  • Combustíveis e óleos: Também apresentaram alta, refletindo o aumento das operações no Porto do Pecém.

Porto do Pecém concentra quase toda a logística

O Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) foi responsável por 98% de todas as exportações do Ceará em janeiro, reafirmando sua importância estratégica para a economia estadual e para a inserção do Ceará no comércio global.

Perspectivas positivas para 2026

O crescimento das exportações, aliado à diversificação de mercados e produtos, indica um cenário promissor para a economia cearense em 2026, com fortalecimento da indústria, do agronegócio e da logística portuária, consolidando o estado como um dos principais polos exportadores do Nordeste.

Matéria: Claudio Ramos


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