O Governo Federal anunciou o reforço das ações de prevenção e combate às queimadas em todo o país diante da previsão de ocorrência do fenômeno climático El Niño no segundo semestre de 2026. A preocupação das autoridades é que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico provoque períodos mais prolongados de seca em diversas regiões brasileiras, aumentando significativamente o risco de incêndios florestais.
Em pronunciamento pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que o governo já colocou em prática uma série de medidas preventivas. Entre elas estão o reforço do monitoramento das áreas de risco, a ampliação do número de brigadistas — considerada a maior mobilização da história do país — e o aumento da frota de aeronaves e equipamentos utilizados no combate aos incêndios.
O planejamento envolve mais de 20 órgãos federais reunidos na Sala de Situação sobre Incêndios Florestais, coordenada pela Casa Civil e pelo Ministério do Meio Ambiente. O grupo reúne instituições como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais e forças de segurança federais para articular ações de prevenção e resposta rápida.
Além do reforço operacional, o governo anunciou apoio financeiro superior a R$ 500 milhões para os corpos de bombeiros dos estados mais afetados por incêndios florestais. Também foi estruturada uma força nacional com mais de 4,6 mil brigadistas para atuar em áreas críticas durante o período de estiagem.
Segundo especialistas do Cemaden e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o El Niño poderá provocar redução das chuvas principalmente nas regiões Norte e Nordeste, criando condições favoráveis para o surgimento e a propagação de focos de incêndio. Por isso, as ações preventivas estão sendo antecipadas para minimizar os impactos ambientais, econômicos e sociais do fenômeno.
O governo também destacou que os esforços de combate ao desmatamento e às queimadas já produziram resultados recentes, com redução das áreas queimadas em 2025 e queda dos índices de desmatamento em importantes biomas brasileiros. A expectativa é que a preparação antecipada contribua para evitar a repetição das grandes crises de incêndios registradas nos últimos anos.
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